Governo do Distrito Federal
Maria da Penha ONLINE Governo do Distrito Federal
12/07/23 às 15h07 - Atualizado em 12/07/23 às 15h07

Escola pública do Gama promove ações de conscientização ambiental para a comunidade local

 

A diversificação das matrizes energéticas tem se tornado mais imperiosa a cada dia. A crescente demanda por fontes limpas e o alto custo da conta de luz, tem estimulado a busca por soluções mais econômicas e sustentáveis. Tendo este objetivo como premissa, o Centro de Ensino Fundamental (CEF) 11 do Gama implementou o projeto de Energia Solar Fotovoltaica e conseguiu uma enorme redução na conta de luz. Os gastos, que eram de R$ 4 mil, atualmente tem o preço médio de R$ 300,00. A tendência é que eles caiam ainda mais nos próximos meses.

 

A ideia do projeto foi apresentada pela professora de língua portuguesa Natália da Silva e ganhou a Feira de Ciências de 2018, quando competiu com outros colégios da rede pública.

 

Por conta da iniciativa, a escola foi agraciada com o prêmio Educador Transformador do Sebrae, em São Paulo, em maio deste ano. O projeto tem como objetivo a produção de energia limpa e fomentar a conscientização ambiental entre os alunos e a comunidade.

 

Foto: Divulgação

 

A equipe técnica da SECTI-DF esteve na escola para conhecer um pouco mais do projeto. De acordo com o subsecretário de Inovação, Capacitação e Inclusão Digital, Vinícius Vasconcellos, projetos como o desenvolvido pelo CEF 11 são fundamentais para a promoção da discussão sobre sustentabilidade. “Além de incentivar a conscientização ambiental, estas iniciativas representam uma oportunidade para estimular o interesse dos estudantes pelo ensino de ciências. Por esta razão, o objetivo da nossa secretaria é fomentar projetos como este”, avalia.

 

O investimento inicial, feito em 2021, para a aquisição das placas fotovoltaicas foi de R$ 200 mil. A expectativa é que a escola obtenha retorno em 45 meses. Além da economia financeira, o propósito do CEF 11 é tornar-se 100% sustentável. O próximo passo é a compra e instalação de um biodigestor, cuja finalidade é tratar os resíduos orgânicos para a obtenção de gás (passível de queima), que ajudará no preparo de alimentos na cantina e poderá trazer uma economia de até R$ 2 mil por mês. “Nosso intuito é transformar a escola numa referência em termos de preocupação ambiental. Queremos que os nossos estudantes sejam multiplicadores desta ideia”, afirma a diretora Leila Rodrigues.